Congresso 2015

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Meritocracia e Gestão de Desempenho - e-learning

(clique sobre a imagem para visualizar no tamanho original)

As inscrições terão início em 17/07/2012, através do seu órgão setorial de recursos humanos.


Conheça um pouco do curso (ementas):

Módulo 1: Administração Pública Brasileira

O desenvolvimento dos recursos humanos na Administração Pública, nas trajetórias de reformas do Estado Brasileiro. Como as mudanças do Estado influenciam no perfil dos servidores públicos.
  • Noção de Estado Moderno
  • Diferença entre Governo e Estado
  • Administração Pública Patrimonialista
  • Administração Pública Burocrática
  • Nova Gestão Pública
  • Estado e Meritocracia

Módulo 2: Ética, Cultura e Avaliação

Ética e imperativos culturais frente a programas de avaliação de pessoal, nas organizações atuais. As questões de convivência e interação entre as pessoas nas organizações, abordadas a partir dos respectivos papéis organizacionais (líderes, subordinados, avaliador, avaliado).
  • Conceito e significado de ética
  • Ética e Moral
  • A ética nos dias atuais
  • A ética nas relações pessoais/profissionais dentro de uma organização pública
  • Lideranças e liderados: relações éticas
  • Vitimização e privilégios sob perspectiva ética

Módulo 3: Meritocracia e Gestão de Desempenho

A meritocracia e o desempenho na sociedade atual, sob enfoque cultural, para trazer à tona questões que dinamizam ou resistem às implantações de modelos meritocráticos de gestão nas organizações atuais, especificamente as do setor público.
  • O que é meritocracia?
  • O brasileiro e a meritocracia: o que nos faz brasileiros?
  • Avaliar o desempenho ou justificar o desempenho, eis a questão
  • Desafios da Meritocracia: vitimização e privilégios
  • O indivíduo na organização pública atual e o mérito
  • Meritocracia na Administração Pública

Módulo 4: O papel do RH na gestão de pessoas

A importância das pessoas na organização; como valorizá-las para que sejam alcançados objetivos pessoais e organizacionais. O papel do líder na valorização das pessoas dentro da organização. As responsabilidades do RH; como deve orientar os gestores de pessoas, no fomento de uma cultura de excelência e de busca pelo desenvolvimento contínuo dos colaboradores.
  • Importância das pessoas para a vida organizacional
  • Importância da liderança competente para desenvolver as pessoas
  • O que faz o líder enriquecedor da equipe
  • Quais os problemas encontrados para a implementação de um RH
    voltado para as pessoas
  • Como o RH pode articular-se com as lideranças locais para orientá-las e contribuir com políticas de avaliação de desempenho
  • Como o RH pode agregar valor à política de gestão de desempenho
    e à organização

Módulo 5: Liderança e Desempenho

A importância das lideranças no processo de alavancar o desempenho das equipes. As formas de interação e a responsabilidade do líder, em acompanhar o desenvolvimento dos seus pares, avaliando e fornecendo feedback diário aos liderados. O papel das lideranças nos processos e momentos de mudanças organizacionais, especificamente no que se refere a programas de avaliação de desempenho.
  • As responsabilidades de liderar equipes
  • A liderança como promotora do desenvolvimento do colaborador
  • Estilos de liderança: como trabalhar com lideranças com diferentes perfis
  • Como Identificar o seu perfil de liderança e como isto afeta sua equipe
  • Líder, equipe e avaliação
  • Avaliação, feedback e desenvolvimento
  • O papel das lideranças como orientadores nas mudanças organizacionais
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Este curso integra o Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH promovido pela Unidade Central de Recursos Humanos, e aprovado pela Resolução SGP nº 35/2010.

sábado, 31 de março de 2012

Liderança e Desempenho



Este curso faz parte do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH, criado pela Unidade Central de Recursos Humanos, da Secretaria de Gestão Pública, e instituído pela Resolução SGP nº 35, de 09.12.2010.

Esta aula faz parte do Módulo 5 - Liderança e Desempenho, do curso Meritocracia e Gestão de Desempenho", ministrada em 14.03.2012.
::Ementa::

A importância das lideranças no processo de alavancar o desempenho das equipes. As formas de interação e a responsabilidade do líder, em acompanhar o desenvolvimento dos seus pares, avaliando e fornecendo feedback diário aos liderados. O papel das lideranças nos processos e momentos de mudanças organizacionais, especificamente no que se refere a programas de avaliação de desempenho.
  • As responsabilidades de liderar equipes
  • A liderança como promotora do desenvolvimento do colaborador
  • Estilos de liderança: como trabalhar com lideranças com diferentes perfis
  • Como Identificar o seu perfil de liderança e como isto afeta sua equipe
  • Líder, equipe e avaliação
  • Avaliação, feedback e desenvolvimento
  • O papel das lideranças como orientadores nas mudanças organizacionais

Docentes: Eugênio Mussak

Educador há mais de 40 anos, escritor e presidente da Consultoria Sapiens Sapiens. Formado em Medicina na UFPR, com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. Atualmente é Diretor Científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos Conarh). É autor de vários livros, colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril e comentarista da Rádio Estadão ESPN.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ética, Cultura e Avaliação




Este curso faz parte do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH, criado pela Unidade Central de Recursos Humanos, da Secretaria de Gestão Pública, e instituído pela Resolução SGP nº 35, de 09.12.2010.

Esta aula faz parte do Módulo 3 - Ética, Cultura e Avaliação, do curso Meritocracia e Gestão de Desempenho", ministrada em 09.03.2012.

::Ementa::


Ética e imperativos culturais frente a programas de avaliação de pessoal, nas organizações atuais. As questões de convivência e interação entre as pessoas nas organizações, abordadas a partir dos respectivos papéis organizacionais (líderes, subordinados, avaliador, avaliado).
  • Conceito e significado de ética
  • Ética e Moral
  • A ética nos dias atuais
  • A ética nas relações pessoais e profissionais dentro de uma organização pública
  • Lideranças e liderados: relações éticas
  • Vitimização e privilégios sob perspectiva ética

Docente: Clóvis de Barros Filho

Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero, mestre em Ciências Políticas pela Université de Paris III (Sorbone-Nouvelle) e doutor  em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É livre-docente da Escola de Comunicação e Artes da USP. Atualmente é professor em regime de Turno Completo da Universidade de São Paulo, conferencista pelo Espaço Ética e Pesquisa e professor de Teoria e Ética da Comunicação e Filosofia da Comunicação. É autor de projetos de pesquisa, livros e artigos publicados em periódicos, jornais e revistas e participa de bancas examinadoras.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Curso: Meritocracia e Gestão de Desempenho


“Meritocracia e Gestão de Desempenho”, Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos,  é iniciativa da Unidade Central de Recursos Humanos (UCRH) da Secretaria de Gestão Pública (SGP) do Governo do Estado de São Paulo, realizado pela Escola de Governo e Administração Pública da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Egap/Fundap).

O curso tem por objetivo desenvolver competências de servidores públicos do Estado de São Paulo para aplicar os instrumentos de avaliação de desempenho individual e, assim, iniciar um processo de mudança no modelo mental e conceitual sobre avaliação de pessoal na administração pública paulista. Os participantes serão chamados a pensar, problematizar e vivenciar a prática da avaliação de desempenho e suas implicações pessoais e profissionais no ambiente de trabalho.

O curso visa a dois públicos distintos:
  • Profissionais de recursos humanos que implementam a avaliação de desempenho e acompanham e orientam os gestores na sua aplicação; e
  • Todos os envolvidos no processo de avaliação: gestores avaliadores e servidores avaliados.


O curso voltado aos profissionais de RH serão promovidos presencialmente na sede da Fundação do Desenvolvimento Administrativo - FUNDAP no mês de março do corrente ano. O curso destinado será a distância e tem previsão de abertura das inscrições para abril/maio de 2012. Fiquem atentos.

Consultem os detalhes dos dois cursos abaixo.



CURSO PARA PROFISSIONAIS DE RH

Objetivo 
Dar bases conceituais e práticas para implantar e acompanhar os processos de avaliação de servidores públicos estaduais da administração direta paulista.

Público-alvo
O programa é destinado a profissionais de órgãos setoriais e/ou subsetoriais de recursos humanos das Secretarias de Estado, Procuradoria Geral do Estado e Autarquias.

Número de vagas
200 (duzentas)

Modalidade de ensino
Presencial, de vinte e quatro (24) horas, seguido de consultoria interna, voltada à implementação do processo de avaliação, por meio de comunidade virtual, pelo prazo de seis (6) meses.

Carga horária
O curso presencial será desenvolvido em período de quatro (4) horas, durante seis (6) dias,  perfazendo a carga horária total de vinte e quatro (24) horas-aula.

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Inscrições
As inscrições devem ser realizadas de 5 a 10 de fevereiro, na UCRH, com Thiago, Eliza e Silvia.

Local de realização
Instalações da Egap/Fundap – Rua Alves Guimarães 429 – 5º andar.

Certificado
Terão direito a Certificado os participantes que compareçam a 85% do total de horas-aula previstas em cada um dos cursos. A frequência será aferida por meio de assinatura nas listas de presença.



CURSO PARA GESTORES E SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS

Objetivo
Capacitar os servidores, gestores avaliadores e avaliados, a aplicarem conceitualmente e praticamente a avaliação de desempenho para fins de progressão, tendo como critério o sistema de mérito.

Público-alvo
Servidores Públicos Estaduais titulares das seguintes classes e seus respectivos gestores: Auxiliar de Serviços Gerais; Oficial Administrativo; Oficial Operacional; Oficial Sociocultural; Analista Administrativo; Analista Sociocultural; Analista de Tecnologia; Executivo Público.

Número de vagas
2.500 (duas mil e quinhentas).

Modalidade de ensino
Educação a Distância (EaD) mediada pelo computador. O programa se desenvolverá em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) com o acompanhamento de mediadores pedagógicos e docentes especialistas que atuarão como facilitadores no processo ensino-aprendizagem.

Carga horária
O curso será desenvolvido com carga total de vinte e quatro (24) horas de atividades, planejadas para acesso diário de uma (1) hora, pelo aluno/participante.

Inscrições
Serão realizadas pelo órgão setorial de Recursos Humanos de cada Secretaria.

Início do curso
Previsto para maio de 2012.

Certificado
Terão direito a Certificado os participantes que cumprirem 85% das tarefas de todos os módulos do curso. 



* * *
Conheça o conteúdo do curso.


Módulo 0 – Abertura – A Política de Recursos Humanos do Estado de São Paulo

Breve exposição da política de recursos humanos, com referência  a ações que visam a fortalecer a meritocracia como instrumento de gestão de pessoas e melhoria da atuação do Estado. 
  • A meritocracia hoje no Estado: apontamentos e desafios
  • Recursos Humanos na Administração Pública: uma visão


Módulo 1 – Meritocracia e Gestão de Desempenho

A meritocracia e o desempenho na sociedade atual, sob enfoque cultural, para trazer à tona questões que dinamizam ou resistem às implantações de modelos meritocráticos de gestão nas organizações atuais, especificamente as do setor público.
  • O que é meritocracia?
  • O brasileiro e a meritocracia: o que nos faz brasileiros?
  • Avaliar o desempenho ou justificar o desempenho, eis a questão
  • Desafios da Meritocracia: vitimização e privilégios
  • O indivíduo na organização pública atual e o mérito


Módulo 2 – Administração Pública Brasileira

O desenvolvimento dos recursos humanos na Administração Pública, nas trajetórias de reformas do Estado Brasileiro. Como as mudanças do Estado influenciam no perfil dos servidores públicos.
  • Noção de Estado Moderno
  • Diferença entre Governo e Estado
  • Administração Pública Patrimonialista
  • Administração Pública Burocrática
  • Nova Gestão Pública
  • Estado e Meritocracia


Módulo 3 – Ética, Cultura e Avaliação

Ética e imperativos culturais frente a programas de avaliação de pessoal, nas organizações atuais. As questões de convivência e interação entre as pessoas nas organizações, abordadas a partir dos respectivos papéis organizacionais (líderes, subordinados, avaliador, avaliado).
  • Conceito e significado de ética
  • Ética e Moral
  • A ética nos dias atuais
  • A ética nas relações pessoais e profissionais dentro de uma organização pública
  • Lideranças e liderados: relações éticas
  • Vitimização e privilégios sob perspectiva ética


Módulo 4 – O papel do RH na gestão de pessoas

A importância das pessoas na organização; como valorizá-las para que sejam alcançados objetivos pessoais e organizacionais. O papel do líder na valorização das pessoas dentro da organização. As responsabilidades do RH; como deve orientar  os gestores de pessoas, no fomento de uma cultura de excelência e de busca pelo desenvolvimento contínuo dos colaboradores.
  • Importância das pessoas para a vida organizacional
  • Importância da liderança competente para desenvolver as pessoas
  • O que faz o líder enriquecedor da equipe
  • Quais os problemas encontrados para a implementação de um RH voltado para as pessoas
  • Como o RH pode articular-se com as lideranças locais para orientá-las e contribuir com políticas de avaliação de desempenho
  • Como o RH pode agregar valor à política de gestão de desempenho e à organização


Módulo 5 – Liderança e Desempenho

A importância das lideranças no processo de alavancar o desempenho das equipes. As formas de interação e a responsabilidade do líder, em acompanhar o desenvolvimento dos seus pares, avaliando e fornecendo feedback diário  aos liderados. O papel das lideranças nos processos e momentos de mudanças organizacionais, especificamente no que se refere a programas de avaliação de desempenho.
  • As responsabilidades de liderar equipes
  • A liderança como promotora do desenvolvimento do colaborador
  • Estilos de liderança: como trabalhar com lideranças com diferentes perfis
  • Como Identificar o seu perfil de liderança e como isto afeta sua equipe
  • Líder, equipe e avaliação
  • Avaliação, feedback e desenvolvimento
  • O papel das lideranças como orientadores nas mudanças organizacionais


Módulo 6 – A política de meritocracia e gestão de desempenho no Estado de São Paulo

A política meritocrática e de gestão de desempenho no Estado de São Paulo abordará como esses conceitos estão sendo adotados pelo Governo do Estado de São Paulo em sua política de recursos humanos. 
  • Meritocracia: um breve histórico
  • Avaliação
  • O homem é um ser que avalia
  • Mérito e Merecimento no Estado de São Paulo
  • O pilar de avaliação e desenvolvimento
  • Avaliação de Desempenho Individual
  • Prêmio de Desempenho Individual
  • Progressão


Módulo 7: Implementando uma Política de Gestão de Desempenho

Desenvolver competências do profissional de recursos humanos para implementar o processo de avaliação de desempenho individual. O módulo será realizado no formato de oficinas interativas, nas quais os participantes serão chamados a pensar, problematizar e vivenciar a prática da avaliação de desempenho. As oficinas serão divididas em quatro seções: as três primeiras focarão a avaliação de desempenho sob a perspectiva do outro – gestor e servidor avaliado. A última seção buscará preparar os profissionais de recursos humanos para que elaborem planos e metas para o desenvolvimento de servidores.

Seção I
  • O papel da liderança
  • Gerenciando Equipes
Seção II
  • Gerenciamento de Expectativas
Seção III
  • Noções de etiqueta de avaliação
  • Feedback
Seção IV
  • Planejamento de objetivos e metas individuais
  • Desenvolvimento de Pessoas


Consultoria Interna Online: O curso disponibilizará, por um prazo de seis meses, uma consultoria interna virtual para auxiliar os órgãos setoriais de recursos humanos a implantar o processo de avaliação de desempenho individual. 


DOCENTES

Roberto da Matta

Graduado e licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense. Curso de especialização em Antropologia Social do Museu Nacional. Possui M.A. e PhD pelo Peabody Museum da Universidade de Harvard. Foi chefe do Departamento de Antropologia do Museu Nacional e Coordenador do seu programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. É Professor Emérito da Universidade de Notre Dame, USA, onde ocupou a Cátedra Ver. Edmund Joyce, c.s.c de Antropologia. Atualmente é Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Realizou pesquisas Etnológicas entre os índios Gaviões e Apinayé. Possui livros publicados, projetos de pesquisa, prêmios e títulos, artigos completos publicados em periódicos, textos em jornais de notícias/revistas e participação em bancas examinadoras.


Fernando Abrúcio

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, mestre  e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, além de habilitado em Propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. É professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, ocupando atualmente o cargo de Coordenador do Mestrado e Doutorado em Administração Pública e Governo. Foi professor do Departamento de Política da PUC (SP). Trabalhou como colunista político do Jornal Valor Econômico SA e hoje é colunista da Revista Época. Foi Coordenador do GT Poder Político e Controles Democráticos da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Pesquisa temas nas áreas de Ciência Política, Administração Pública, Políticas Públicas e Política Comparada com ênfase em questões relacionadas às Relações Intergovernamentais e o Federalismo, bem como sobre Reforma do Estado e Gestão Pública. É autor de projetos de pesquisa, livros e artigos publicados em periódicos, jornais e revistas e participa de bancas examinadoras. 


Clóvis de Barros Filho

Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero, mestre em Ciências Políticas pela Université de Paris III (Sorbone-Nouvelle) e doutor  em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É livre-docente da Escola de Comunicação e Artes da USP. Atualmente é professor em regime de Turno Completo da Universidade e São Paulo, conferencista pelo Espaço Ética e Pesquisa e professor de Teoria e Ética da Comunicação e Filosofia da Comunicação. É autor de projetos de pesquisa, livros e artigos publicados em periódicos, jornais e revistas e participa de bancas examinadoras. 


José Luiz Bichuetti

Graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em Administração de Empresas (MBA) pela University of Hartford, Connecticut, EUA, e titulado pelo programa Owners/Presidentes Management Program (OPM), Harvard Business School – EUA. Atualmente é vice-presidente do Grupo Unicoba, onde atuou como consultor desde agosto de 2011. Foi consultor e sócio da Valuepoint Consultoria de Gestão Empresarial e da Transearch Consultoria de Recursos Humanos de 2008 a 2011. Autor de livro “Gestão de pessoas não é com o RH” (Editora Larousse). Foi coordenador da Comissão de Boas Práticas em Reuniões de Conselho e Assembleias Gerais (IBGC). Foi membro do global Board da HBS Alumni Association e Ex-Presidente da Harvard Business School Club do Brasil.


Eugênio Mussak

Educador há mais de 40 anos, escritor e presidente da Consultoria Sapiens Sapiens. Formado em Medicina na UFPR, com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. Atualmente é Diretor Científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos (Conarh). É autor de vários livros, colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril e comentarista da Rádio Estadão ESPN.


Sandra Inês Baraglio Granja

Doutora pela Universidade de São Paulo (USP), tese defendida em 2008 na área de jogos, negociação e mediação de conflitos. Mestrado em Ciências Sociais: Sociologia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1994). Cursou o Tenth International Programme on the Management of Sustainability organizado pela Sustainability Challenge Foundation na Holanda e o Cursou Special Management Program Innovative Negotiation Strategies com William Ury, do Program on Negotiation (PON), na Harvard University. Complementou sua formação em Ciências e Técnicas de Governo, especialmente em Planejamento Estratégico Situacional. Foi consultora da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) por meio da Agência Nacional de Águas em 2010. Desenvolveu na Egap/Fundap curso inéditos de negociação para diversas políticas públicas. Tem várias publicações.


Sandra Mara Solvezzo Garcia 

Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) (1979), mestre em Qualidade pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) (2001) e especialista em Psicologia Educacional, Organizacional e do Trabalho. Consultora e palestrante, atua no desenvolvimento de lideranças, desenvolvimento de equipes, preparação para o mercado e gestão de mudanças. Há 27 anos atua em empresas públicas e privadas. Há 9 anos é professora de pós-graduação. É autora de livro e artigos. 


Daniela Cartoni

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); MBA em Gestão de Pessoas pela Faculdade Anhanguera Educacional; especialista em Metodologias e Gestão em Educação a Distância (EAD) pela Universidade Uniderp-Anhanguera; e mestre em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi Mediadora Pedagógica nos cursos a distância da Egap/Fundap e Docente em Gestão de Pessoas, Gestão de Processos e Qualidade no Atendimento, nessa instituição. É sócia-consultora da empresa Lógica Consultoria Integrada. É autora de artigos publicados em jornais e revistas, de trabalhos técnicos apresentados em congressos. Participa em bancas de comissões julgadoras.


Teresinha Martins Inácio

Graduada em Pedagogia e especialista em Terapia e Psicanálise Transpessoal. Complementou os créditos do mestrado na área de Educação. Nos últimos anos, ministrou cursos na área de atendimento, gestão de pessoas e desenvolvimento pessoal; entre 2001 e 2007 foi coordenadora do núcleo de educação de jovens e adultos nos pressupostos pedagógicos de Paulo Freire.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E-LEARNING: Curso de Legislação de Recursos Humanos



Desde 2005 a Unidade Central de Recursos Humanos em conjunto com a FUNDAP - Fundação do Desenvolvimento Administrativo realizam o curso de legislação em recursos humanos. Trata-se de um curso-ferramenta, totalmente online, sendo o primeiro programa de treinamento completamente online realizado pela FUNDAP para o Estado de São Paulo.


¡Inovação!

Qualquer lugar pode ser a "sala de aula". O participante faz sua agenda e imprime o seu ritmo de aprendizagem. Mais de 60 turmas já se certificaram no curso de legislação em recursos humanos e mensalmente, 200 servidores iniciam o curso. Mais de 9.000 servidores já foram formados nestes 6 anos de existência do curso.  A Unidade Central de Recursos Humanos oferta gratuitamente o curso para servidores da área de recursos humanos.




Mais do que um curso 


Mais do que um curso, uma ferramenta de trabalho. Trata-se de um acompanhamento contínuo da legislação de recursos humanos e das práticas de gestão da área. O participante é ainda inserido em uma rede de aprendizagem, na qual pode compartilhar conhecimento e contribuir com o crescimento de uma rede de conhecimento.


Intermezzo!

A partir de junho de 2011 o curso de legislação de recursos humanos entrará em um intervalo. As turmas previstas para os meses de junho e julho ficarão suspensas. O objetivo é a reformulação do curso que voltará de cara nova, em novo ambiente educacional. Ampliaremos o compartilhamento de informações; inseriremos o curso nas redes sociais, aumentando sua interatividade e dinâmica. Pretendemos trazer ao usuário do curso - pois o curso é para ser usado - uma nova experiência de compartilhamento, aprendizagem e desenvolvimento.

Aguarde!

sábado, 30 de abril de 2011

Fatores-chave de sucesso no treinamento corporativo a distância via web [parte 3]



por Luiz Antonio JoiaI e Mário de Figueiredo Cunha da CostaII


5. Comparação de resultados


A comparação dos casos apresentados neste artigo identifica as efetivas causas para o atingimento ou não dos objetivos dos programas, de modo a permitir a inferência dos fatores-chave de sucesso para a implementação de programas de treinamento corporativos a distância baseados na web.

Primeiramente, é fundamental salientar uma diferença básica identificada na montagem de cada um dos programas de treinamento. O "programa A' foi precedido de uma fase inicial de planejamento que procurou identificar as melhores práticas, metodologias e referencial teórico para a sua implementação, considerando, assim, suas características específicas. Conforme apresentado no referencial teórico deste artigo, o planejamento prévio, em especial a determinação dos objetivos, pode ser identificado como um dos fatores-chave de sucesso para os programas de treinamento (Dick e Carey, 1996; Kay, Dodd e Sime, 1970; Mager, 1972; Sancho, 1998). Mais especificamente, para os programas de treinamento a distância, é necessário avaliar os objetivos do programa, as teorias de aprendizado que podem ser utilizadas e, por fim, as tecnologias que podem ser aplicadas na sua construção (Wilhelmsen, Åsmul e Meistad, 1998).

Além desses fatores, a análise das características dos programas de treinamento segundo o modelo de Reeves e Reeves (1997) ajuda a identificar outros fatores-chave de sucesso desse tipo de empreendimento. Apesar de o modelo teórico não poder ser utilizado para avaliar se um determinado conjunto de características é melhor do que outro para um determinado programa de treinamento, a análise de algumas das diferenças encontradas na comparação dos programas aqui analisados contribui para a identificação desses fatores.

Primeiramente, é necessário analisar as diferenças apontadas pelos gestores e usuários quanto ao atingimento dos objetivos do programa de treinamento. Na avaliação dos gestores do "programa A", os objetivos foram plenamente atingidos, e a avaliação geral do programa foi classificada como "muito boa". Já na avaliação dos gestores do "programa B", os resultados não foram atingidos, e o programa acabou por ser reestruturado. Na comparação da avaliação dos gestores, portanto, fica clara a diferença no grau de atingimento dos objetivos entre os dois programas.

Para analisar a diferença de percepção dos usuários, é necessário avaliar a diferença das médias das notas atribuídas por eles a cada um dos programas. A média da avaliação (de 0 a 10) quanto ao atingimento dos objetivos dos usuários do "programa A' foi 8,50 (s = 1,32; n = 32), enquanto a dos usuários do "programa B" foi 4,52 (s = 1,15; n = 31). Essa diferença nas médias das avaliações parece corroborar a opinião dos gestores dos programas. É necessário, no entanto, realizar um teste estatístico de comparação das médias das amostras correspondentes a cada programa (teste t) para verificar se elas podem, efetivamente, ser consideradas diferentes a determinado nível de significância.

A tabela 1 apresenta o resultado do teste de comparação das médias das avaliações dos usuários de cada um dos programas analisados quanto ao atingimento dos objetivos.





A partir dos resultados apresentados na tabela 1 constata-se que, com 95% de confiança, existe uma diferença significativa entre as médias da avaliação dos usuários quanto ao atingimento dos objetivos dos programas de treinamento. Além disso, observando que o intervalo de confiança é positivo, é possível determinar que a média do "programa A' é maior que a média do "programa B" (Sincich, 1995:532).

A partir da análise comparativa das médias das avaliações dos usuários de cada programa e da constatação da similaridade dessa avaliação com a opinião dos seus respectivos gestores, pode-se efetivamente afirmar que, em termos de objetivos atingidos, o "programa A' teve resultados melhores que o "programa B".

A partir da determinação desse fato, pode-se buscar a identificação dos fatores que influenciaram esses resultados, segundo o modelo proposto neste artigo. Para isso, foram analisadas as médias das avaliações de cada uma das dimensões do modelo de Reeves e Reeves (1997), procurando identificar quais delas efetivamente influenciaram os diferentes resultados obtidos.

Analogamente, nas dimensões onde existe uma diferença significativa entre a média da amostra de cada programa de treinamento, pode-se considerar a dimensão como tendo papel influente no resultado do atingimento dos objetivos. A tabela 2, a seguir, apresenta a comparação das médias para cada uma das dimensões do modelo de Reeves e Reeves (1997).




Como pode ser observado a seguir, com 95% de confiança, as dimensões filosofia pedagógica e flexibilidade estrutural não são estatisticamente diferentes entre os casos analisados, podendo, dessa forma, ser descartadas da análise dos fatores críticos de sucesso. A partir desse resultado, foi realizada uma regressão linear múltipla do atingimento dos objetivos (variável dependente) em relação às oito dimensões que apresentaram médias significativamente diferentes (variáveis independentes), para se verificar quais variáveis poderiam ser consideradas como efetivamente influentes nos resultados obtidos. É importante salientar que essa regressão linear não objetiva a previsão do resultado de outros programas a partir das dimensões do modelo de Reeves e Reeves (1997), mas sim verificar a influência das variáveis nos resultados dos programas analisados.

A tabela 3 apresenta o sumário do modelo estatístico obtido para essa regressão.





Este resumo comprova a validade da utilização das oito dimensões indicadas (predictors) para a previsão do atingimento dos objetivos para os casos estudados (no resumo, a coluna R representa o coeficiente de correlação e a coluna R2 o coeficiente de determinação). Pelos dados apresentados, pode-se afirmar que aproximadamente 70% do resultado da variável atingimento dos objetivos são explicados pelas dimensões incluídas na regressão.

A partir da verificação da validade desse modelo, deve-se verificar cada um dos seus coeficientes (correspondentes às dimensões do modelo incluídas), de modo a determinar quais são efetivamente influentes na determinação do atingimento dos objetivos. A tabela 4 apresenta o resumo das estatísticas relacionadas aos coeficientes nesse modelo de regressão.





Observando os resultados apresentados na tabela 4, nota-se que com 95% de confiança, as dimensões teoria de aprendizado, orientação das tarefas, papel do professor, aprendizado colaborativo e sensibilidade cultural não apresentam evidências de relação linear significativa com o atingimento dos objetivos.

Um dado importante, também apresentado na tabela 4, é a verificação da eventual multicolinearidade das variáveis deste modelo de regressão. A coluna FIV (fator de inflação da variância) indica que o modelo não apresenta multicolinearidade, já que os valores para cada uma das variáveis são menores que 10 (Hair Jr. et al., 1998:193).

Para corroborar os resultados desta regressão múltipla quanto à falta de evidências da relação linear das dimensões teoria de aprendizado, orientação das tarefas, papel do professor, aprendizado colaborativo e sensibilidade cultural, foi realizada uma regressão linear simples de cada uma dessas variáveis com o atingimento dos objetivos. A tabela 5 apresenta o resumo dos modelos das quatro regressões simples.






Como pode ser observado pela análise do coeficiente de correlação (coluna R) e do coeficiente de determinação (coluna R2) dos modelos de regressão simples, essas variáveis efetivamente não apresentam uma forte relação com a variável atingimento dos objetivos (R2 menor que 0,3).

Por fim, uma última análise estatística deve ser realizada. Analisando o resultado da regressão linear múltipla das três variáveis selecionadas como fatores influentes no atingimento dos objetivos dos programas de treinamento (orientação dos objetivos, fonte de motivação e suporte metacognitivo), observa-se que este último modelo é similar ao modelo de regressão múltipla anterior, que considerava oito variáveis. A tabela 6 apresenta o resumo desse modelo.





6. Considerações finais


A partir dos testes estatísticos de comparação de médias e da verificação de relação linear das dimensões do modelo de Reeves no atingimento dos objetivos, pode-se chegar à conclusão que as dimensões especialmente influentes e que caracterizaram mais fortemente o resultado dos programas de treinamento analisados são a orientação dos objetivos, a fonte de motivação e o suporte metacognitivo.

As baixas médias observadas para a dimensão orientação dos objetivos (2,94 para o "programa A' e 1,58 para o "programa B") indicam que os objetivos dos dois programas eram mais específicos do que genéricos.

Pela falta de uma definição formal acerca dos objetivos do "programa B", foi constatado nas entrevistas com cinco usuários do mesmo, que eles percebiam objetivos diferentes entre si, o que parece ter contribuído para o não-atingimento dos objetivos do programa. Por outro lado, no caso do "programa A', os objetivos estavam claramente definidos para os usuários, de modo que houve congruência de percepção pelos usuários.

Com média de 1,06, o "programa B" praticamente não implementa suporte metacognitivo, enquanto o "programa A', com média 3,00, apresenta um certo nível de implementação. Novamente recorrendo a dados coletados em entrevistas informais, usuários do "programa B" afirmaram que não existia uma ferramenta para o acompanhamento, pelo estudante, de seu progresso ao longo dos diferentes cursos oferecidos.

Ainda sobre o suporte metacognitivo, a própria descrição dos gestores das facilidades oferecidas aos usuários pelo "programa B" (que se resumiam ao acesso via intranet e a questionários de múltipla escolha) demonstra e atesta a falta de meios para que os usuários desse programa pudessem avaliar de forma contínua suas estratégias de aprendizado.

O "programa A", por outro lado, efetivamente oferecia algumas oportunidades para que os usuários realizassem esse tipo de avaliação. A ferramenta sobre a qual foi construído o programa de treinamento a distância permitia que os usuários acompanhassem os resultados obtidos em cada etapa do programa, o percentual já utilizado do tempo total estimado para completar o curso, e o tempo total estimado para a conclusão de cada etapa. Além disso, o "programa A' permitia que os próprios usuários marcassem os conteúdos recomendados como já utilizados, ajudando-os a manter o controle sobre o processo de aprendizado.

Por fim, a avaliação dos usuários do "programa B", com relação à dimensão fonte de motivação, apresentou média de 1,26, indicando que a motivação dos estudantes era eminentemente extrínseca. Ainda que os resultados do "programa A" também apontem para esse extremo do continuum (média 2,41) fica claro que, nesse último caso, existe ao menos alguma motivação intrínseca referente ao programa de treinamento em si. Também é fundamental recordar que existe uma motivação prévia de seus usuários, uma vez que estes haviam sido recentemente promovidos a um cargo gerencial. Dessa forma, pode-se considerar que os usuários do "programa A' estavam motivados, se não a partir do curso em si, ao menos com a empresa e com suas carreiras, informação confirmada pela entrevista realizada junto a cinco dos usuários desse programa de treinamento.

Os usuários do "programa B", por outro lado, pareciam não possuir qualquer motivação para participar do programa de treinamento, a não ser a sua natureza compulsória. Essa falta de motivação também foi confirmada nas entrevistas realizadas com os cinco usuários do programa, que atestaram, por exemplo, que "só participavam do curso porque eram obrigados a fazê-lo".

Assim, da análise do referencial teórico e da comparação dos dois casos estudados, podem ser considerados fatores-chave de sucesso para a implementação de programas de treinamento corporativos a distância via web:

 - a definição clara do conteúdo, público-alvo e objetivos do programa de treinamento;

 - a motivação dos usuários;

 - a implementação no ambiente web de um nível adequado de suporte metacognitivo.

É interessante observar que os resultados corroboraram as idéias de Ertmer e Newby (1993) de que a seleção de uma abordagem de aprendizado específica não representa por si só um fator crítico de sucesso para o treinamento. Além disso, a verificação de que essa dimensão não influenciou diretamente o resultado obtido por cada um dos programas analisados (uma vez que os dois programas possuíam características behavioristas), é coerente com a proposição do modelo de Reeves e Reeves (1997), no sentido de que ele não pretende defender que programas mais behavioristas ou mais construtivistas sejam, necessariamente, melhores do que outros.

Também é relevante salientar que a comprovação da importância da orientação dos objetivos apontada na análise comparativa dos casos é coerente com o apresentado no referencial teórico deste artigo, que aponta a importância da definição clara dos objetivos para os programas de treinamento (Kay, Dodd e Sime, 1970; Mager, 1972; Dick e Carey, 1996; Sancho, 1998).

Por outro lado, a possibilidade de recapitulação das estratégias dos estudantes em qualquer ponto do processo de resolução de problemas é fundamental para que o suporte metacognitivo esteja presente em programas de treinamento baseados na web, como realmente atestam Campbell e outros (2000).

Adicionalmente, comprovou-se que a motivação é um fator primário em qualquer teoria ou modelo de aprendizado, com o qual também corroboram Carroll (1968) e Amabile (1993).

É importante salientar que não existe um modelo ou uma fórmula única para garantir o sucesso dos programas de treinamento corporativos a distância. Cada empresa e cada programa de treinamento é um problema único, com características específicas que devem ser observadas, para que seja possível adotar as estratégias corretas e atingir os objetivos desejados. No caso do "programa A", por exemplo, foi considerado imprescindível pelos idealizadores do programa a realização de uma classe presencial logo após a fase de treinamento a distância, como forma de consolidar os conceitos apresentados ao longo da primeira fase do curso.

Dessa forma, este artigo atingiu seu objetivo que foi identificar os critérios de sucesso na construção de programas de treinamento corporativos a distância via web, a partir dos dois estudos de casos analisados. A figura que ilustra o artigo demonstra, de forma resumida, a inter-relação e a influência dos fatores críticos de sucesso para a elaboração de programas de treinamento a distância via web, segundo os resultados obtidos nessa pesquisa.

Como sugere a figura, os três fatores de sucesso derivados das inferências das avaliações baseadas no modelo de Reeves e Reeves (1997) fornecem a base de sustentação para a seleção da teoria de aprendizado que será utilizada, para a determinação das estratégias de design instrucional e para a seleção de tecnologias para sua implementação. Esses fatores, por sua vez, são a base para o programa de treinamento em si. É também importante notar que o modelo todo possui retroalimentação, ou seja, os fatores interagem entre si ao longo do ciclo de vida do programa de treinamento.





Este artigo não pretendeu ser um tratado definitivo sobre o tema em questão. O assunto merece, certamente, mais estudos. Pesquisas envolvendo um número maior de empresas e focando em cada um dos aspectos específicos do processo de criação de programas de treinamento a distância via web poderiam, certamente, revelar outros fatores importantes e contribuir para que os programas de treinamento a distância via web das grandes empresas possam ser aprimorados e seus benefícios efetivamente medidos.

Além disso, permanece em aberto a trilha de pesquisa que visa avaliar o return on training (ROT) de treinamentos corporativos a distância na web, que, se medido, permitiria às empresas compreender a real eficácia e impacto de programas dessa natureza na sua performance corporativa.





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Artigo gentilmente cedido pela Revista de Administração Pública - RAP da Fundação Getúlio Vargas - FGV.
Publicado originalmente em: Rev. Adm. Pública v.41 n.4 Rio de Janeiro jul./ago. 2007.

IDoutor em ciências em engenharia de produção e mestre em ciências em engenharia civil pela Coppe/UFRJ, mestre em management studies pela Oxford University e engenheiro de fortificação e construção pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Professor da Ebape/FGV e da Faculdade de Engenharia da Uerj. 

IIMestre em administração pela Ebape/FGV Projetista de sistemas sênior na IBM. 


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