Congresso 2015

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Gestores Públicos em Foco : Identificando Líderes

Como vocês já sabem, a Unidade Central de Recursos Humanos oferecerá videoconferências para os gestores públicos neste semestre, todas tratando de temas importantes relacionados à liderança, o "Gestores Públicos em Foco".

A próxima será no dia 29/04 às 10 horas e abordará o tema "Identificando Líderes dentro das organizações: Instrumentos e Práticas" e contaremos com a presença de Flávia Lima, – psicóloga PUCSP , professora universitária e sócia consultora do Instituto Pieron.


Às 10h, ao vivo, em nosso canal do YouTube.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

“Seja faminto, seja tolo” , por Sidnei Oliveira




Quando observamos com mais atenção tudo o que acontece à nossa volta, fica claro que as mudanças sempre provocam algum tipo de reação.

O sentimento mais comum é o de insegurança, causado pelas incertezas geradas em consequência da ruptura de rotinas e do estado de conforto. Até apoiarmos alguma mudança de fato, passamos por inevitáveis etapas de comportamento, e destaco que a primeira reação é a negação do fato.

Analisando com maior amplitude, é fácil observar que a negação é a primeira ação que tenta impedir o avanço de qualquer mudança, mesmo que temporariamente.

Para que uma escolha, uma decisão, uma situação mantenha a sua trajetória são necessárias várias afirmações, vários “sims”. Quando ocorre apenas uma negação, um “não”, todo o processo fica interrompido. Ao negar uma mudança, buscamos preservar, com todas as forças, o estado atual das coisas. Não queremos abrir mão de pequenas conquistas, sacrifícios e escolhas que nos permitiram alcançar um grau de conforto aceitável.

Acreditamos muito no poder que o “NÃO” possui, mesmo sabendo que, muitas vezes, os fatos possuem forças maiores. Quando isso acontece, mudamos nossa ação para a resistência. Essa é a mais visível entre as reações às mudanças que manifestamos em nosso dia a dia. Resistir é absolutamente natural para nós, pois demonstra nosso mais primitivo instinto “guerreiro” e combativo. Quem não resiste normalmente é avaliado como alguém fraco, sem atitude, sem personalidade, sem opinião.

Nós gostamos de um debate, de uma opinião divergente. Publicamente admitimos, até, que é ótimo quando há resistência a uma nova ideia, pois é graças a essa resistência que ela pode ser melhorada, otimizada, ampliada. É durante a resistência que apresentamos nossos argumentos, nossos pontos de vista, nossas percepções e, eventualmente, nossas inseguranças e medos.

Somente por esses fatores já ficaria evidente concluir que pessoas resistentes às mudanças são mais fáceis de lidar do que pessoas que negam a mudança. Contudo, muitas vezes nos fixamos nessa resistência e deixamos de observar com mais amplitude todo o cenário futuro.

Mudanças acontecem o tempo todo, e avançar nessa trajetória é essencial para entendermos e nos posicionarmos diante dos novos cenários. Quando ampliamos nossa consciência sobre as novas realidades, as reações começam a ser mais favoráveis às mudanças. Saímos da resistência e começamos a nos preparar, por meio da exploração dos fatos, para todas as possibilidades, benefícios, custos, dificuldades e desafios possíveis no novo cenário.

Avaliando o comportamento das novas gerações, destaca-se uma característica marcante nos jovens: a de serem curiosos, famintos por informações.

Certa vez, em uma palestra para universitários, Steve Jobs, fundador da Apple e da Pixar, empresas mundialmente conhecidas pela capacidade de inovação, citou uma frase em tom de exortação para os futuros profissionais. A frase era da publicação O catálogo de toda a Terra (The whole earth catalog), de Stewart Brand, que teve várias edições entre 1968 e 1972 – e, atualizando para os nossos dias, era uma espécie de Google analógico. A frase citada por Steve Jobs dá uma boa indicação do comportamento que hoje é o diferencial dos mais jovens quando estes conseguem canalizar suas energias para algo que seja sustentável e de valor. Na edição final da publicação, lia-se a frase “SEJA FAMINTO, SEJA TOLO”.

Ter fome de conhecimento nos direciona para todo tipo de situações e possibilidades. Além disso, por mais incomum que seja a percepção de velocidade que temos atualmente, nunca antes tivemos acesso a tantas ferramentas para realizar nossas explorações. Ser “tolo” poderia ter um significado mais áspero, dando sinais de que deveríamos adotar uma postura menos responsável diante de mudanças, mas prefiro pensar na “tolice” provocada pelo desprendimento de verdades absolutas, convenções e premissas que podem, muitas vezes, estar ultrapassadas.

Se formos bem-sucedidos nessa exploração, a aceitação dos fatos é facilitada. De maneira completamente oposta à atitude da negação, passamos a considerar reais e possíveis as alterações de cenários e condições.


Texto extraído do livro “Geração Y – O nascimento de uma nova versão de Líderes”, Editora Integrare. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Liderança: papéis e Responsabilidades [Diálogos sobre Gestão Pessoas]



O primeiro diálogo sobre gestão de pessoas de 2014 tratará do tema da liderança. Contaremos com a presença do professor Dr. Joel Dutra.

O objetivo deste encontro é discutir e refletir sobre:
  • o que é a liderança no setor público;
  • os ônus e bônus dos gestores;
  • as responsabilidades inerentes das lideranças.


Quando? 
19/02/2014

Onde? 
Auditório Franco Montoro.
Páteo do Colégio, 184.
Metrô São Bento 

Quem?
Gestores de todas as áreas e servidores da área de recursos humanos.

Inscrições
As inscrições são gratuitas e direcionadas exclusivamente a servidores públicos do estado de São Paulo, sendo realizadas através do formulário: http://goo.gl/9Xmfg1.

As inscrições serão validadas.

Vagas
Serão disponibilizadas 100 vagas.

Certificado
Será conferido um atestado de presença.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Ética na Gestão de Equipes: poder, conflito e convivência



O último diálogo sobre gestão de pessoas deste ano de 2013 tratará do tema da ética na condução de equipes. Contaremos com a presença do professor Jean Bartoli, Folósofo e Professor do Ibmec.

O objetivo deste encontro é discutir e refletir sobre:
  • as relações éticas entre equipes e na condição de equipes;
  • os conflitos éticos no interior da organização e como conduzi-los com sua equipe;
  • as relações de poder e conflitos nas organizações e suas implicações na produção de serviços públicos de qualidade;
  • a convivência na gestão e a postura ética do gestor frente sua equipe;
  • a importância de se zelar pelo bom desempenho da organização pública como fator estratégico para a realização de políticas públicas eficazes.

Quando? 
11/12/2013

Onde? 
Auditório do Centro Paula Souza – CEETEPS.
Rua dos Andrade, 140 – Santa Ifigênia. 
5 min. do Metrô Luz. [http://goo.gl/9dXo3x].

Quem?
Gestores de todas as áreas e servidores da área de recursos humanos.

Inscrições
As inscrições são gratuitas e direcionadas exclusivamente a servidores públicos do estado de São Paulo, sendo realizadas através do site www.recursoshumanos.sp.gov.br/paprh a partir das 12h00 do dia 06.11.2013.
As inscrições serão validadas.

Vagas
Serão disponibilizadas 88 vagas.

Certificado
Será conferido um atestado de presença a ser enviado posteriormente por e-mail.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Avaliação do Desempenho na Administração Pública [Diálogos sobre Gestão de Pessoas]


O evento integra o Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos – PAP-RH, promovido pela Unidade Central de Recursos Humanos, da Secretaria de Gestão Pública. Os diálogos são compostos por encontros bimensais que, em seu conjunto, têm como objetivo discutir como o RH pode contribuir com a melhoria da prestação dos serviços públicos para a sociedade.

O diálogo do dia 21 de agosto de 2013 aconteceu no auditório da Companhia Ambienta do Estado de São Paulo – CETESB, da Secretaria do Meio Ambiente, e teve como público-alvo as lideranças públicas e servidores da área de recursos humanos da Administração Pública Paulista. Contou com a presença do Prof. Ademar Orsi, Doutor e Mestre em Administração pela Universidade de São Paulo, graduado em Administração pela Escola Superior de Administração de Negócios (atual Centro Universitário FEI), sócio da Cedro Pesquisa, Ensino e Consultoria Ltda e professor da Fundação Instituto de Administração, da Universidade Anhembi Morumbi e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Participaram como convidados da conversação a Sra. Clodine Janny Teixeira, psicóloga formada pelo Instituto de Psicologia da USP, professora de Psicologia na Universidade UNIBAN/Anhanguera, Mestre e Doutoranda pelo Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia da USP; o Sr. Thiago Santos, Diretor Técnico III na Unidade Central de Recursos Humanos da Secretaria de Gestão Pública; a Sra Maria José de Oliveira, Diretora do Centro de Recursos Humanos da Secretaria da Segurança Pública e Ivone Faddul Alves, Oficial Operacional da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude.

O sr. Thiago Santos iniciou o diálogo apresentando o tema, "Avaliação de Desempenho", destacando que todos nós, a todo tempo, avaliamos, fazemos juízo de valor sobre algo.

Em seguida, o sr. Ademar Orsi fez sua apresentação, destacando os pontos importantes que devem ser levados em consideração para aplicação de um processo de avaliação de desempenho. Indicou diferentes modelos e formas de avaliação, que devem ser pensadas a partir das características/cultura da organização, frisando que não há fórmulas prontas e que os modelos e instrumentos de avaliação devem ser constantemente revistos.

No Ciclo de Gestão do Desenvolvimento, composto por planejar / acompanhar / avaliar, tem o papel da liderança como fundamental para sua efetivação. Outro tema abordado foi a percepção de justiça no processo de avaliação, pois um sistema de avaliação inadequado pode gerar no avaliado o sentimento de ser injustiçado. 

Após, foi aberto o diálogo com os convidados que destacaram suas experiências a partir de diversos pontos de vista. Foram levantados os problemas e insatisfações com os processos de avaliação de desempenho atuais e também o papel e responsabilidades das lideranças nestes processos. Tratou-se do aspecto emocional, como os impactos destes processos podem refletir no comportamento das pessoas no ambiente de trabalho.

No diálogo com o público foram apresentadas outras experiências de aplicação de avaliação de desempenho da Polícia Militar e da CET. Também foram levantadas as dificuldades de relacionamento entre chefias e subordinados, principalmente nos processo de avaliação, e a falta de envolvimento / responsabilidade das chefias com o processo.

Comentou-se, ainda, questões relacionadas à traços culturais muito fortes do povo brasileiro que dificulta enormemente os processos de avaliação não gostamos de ser avaliados. Somos muito bons em avaliar, conhecemos nossas próprias falhas, mas não gostamos de vê-las apontadas por terceiros.

Dentre as várias excelentes participações do público, destacou-se falas sobre o modelo de avaliação de desempenho atualmente adotado; sugeriu-se a criação de fóruns de discussão permanentes, para buscarem novos modelos de participação e atuação na administração pública.

O público levantou a questão da avaliação de desempenho ter relação direta com a remuneração dos servidores como sendo um aspecto negativo, pois as chefias teriam receio em prejudicar os colegas, além de procurar compensar eventuais déficits salariais com uma avaliação desproporcionalmente positiva.

O sr. Thiago fez um contraponto, lembrando a todos sobre a responsabilidade que devemos ter com os recursos públicos, com nossas entregas de cidadania e com a importância de os gestores diferenciarem os servidores através do processo de avaliação, reconhecendo os bons profissionais e alertando os não tão bons quanto aos pontos em que precisam se desenvolver.

O Prof. Orsi ainda destacou que é preciso envolver as chefias no processo de avaliação, fazendo com que eles compreendam as ferramentas de avaliação e como elas podem ser favoráveis no gerenciamento de sua equipe. 

Veja as fotos do evento: http://goo.gl/d9xLRH.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eu odeio meu chefe!




por Sidnei Oliveira*


Pronto, processo terminado! Todo o meu trabalho está feito e conferido, agora é só passar tudo para o chefe e ir embora. Não é uma saída para a casa, pois ainda é necessário ir para faculdade, mas o simples fato de terminar mais uma jornada, já dá um sentimento bom. Esse momento de satisfação, contudo, é quebrado quando o meu chefe me chama de volta e devolve o processo dizendo: “Está com erro, arrume!”.

Quase que instintivamente, uma pergunta salta de mim, em um misto de incredulidade e indignação: “Onde está o erro?” 

Essa é a hora que, com uma crueldade quase sádica, meu chefe responde: “Você é quem errou, descubra o erro e arrume...

É inacreditável a capacidade do meu chefe não se comprometer com os resultados. Ele não percebe que ao “esconder o erro”, fazendo joguinhos de adivinhação, apenas irá atrasar todo o processo? O que custa devolver o trabalho, apontando diretamente o problema? Certamente é muito mais simples e rápido para solucionar o erro. Fica claro que esse chefe precisa garantir sua autoridade e se aproveita de um erro simples para mostrar quem manda. Ele é antiquado e autoritário. Teve chefes ruins na vida e agora desconta em sua equipe. Ele não percebe que são novos tempos. Agora o chefe deve ser mais participativo, não pode ser autoritário. O que importa são os resultados e não esse jogo de poder.

Cada vez que isso acontece, eu odeio meu chefe!

Enquanto isso, na cabeça do chefe...

Novamente ele me entrega o trabalho sem perceber esse erro simples. Mesmo depois de ter explicado, ele ainda não consegue perceber. Creio que preciso usar uma nova estratégia. Desta vez, não irei mostrar o erro. Devolverei sem maiores explicações e exigirei dele, com mais rigor, a solução do problema, pois, na verdade, foi ele quem cometeu o erro. 

Está na hora dele mesmo descobrir os próprios erros e saber lidar com isso. Ele não pode ficar dependente de mim. Afinal, ele tem talentos e precisa descobrir isso.

Espero que ele não fique com ódio... 

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* Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y e Z, desenvolvimento de Jovens Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 35 mil profissionais em empresas como Vale do Rio DocePetrobrasGerdau,Santander, TAM, Unimed entre outras.

Formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros sobre Liderança e Administração. É  sócio-fundador da Kantu Educação Executiva, Vice-presidente do Instituto Atlantis de preservação ambiental  e membro do conselho de administração da Creditem Cartões de Crédito e do Fórum de Líderes Empresariais.

É também colunista com artigos publicados nos portais Exame.comCatho OnlineClick Carreira e Café Brasil.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mentor você conhece de olhos fechados!


por Sidnei Oliveira*


Sua trajetória é certamente cheia de momentos bons e ruins, durante os quais você vive situações diversas e conhece pessoas dos mais variados tipos. Esta é a essência de nossa vida: caminhar pelos seus ciclos em um fluxo constante de momentos, fazendo escolhas e colecionando experiências.

Algo que muitas vezes passa despercebido são aquelas pessoas que cruzam nossa trajetória com o objetivo de “tocar-nos” e transformar, completamente, o caminho de decisões que inicialmente havíamos considerado absoluto e correto.

Quase sempre demoramos para aceitar a presença provocativa e os “toques” afiados dessas pessoas, mas, depois de um tempo, aprendemos a respeitá-los e a esperar essa interferência em nossas vidas, pois consideramos essas pessoas como nossas principais referências. Isso acontece quando elegemos nossos MENTORES.

Essa relação é pautada por um profundo relacionamento. São conselhos, propostas do melhor caminho a seguir, a melhor trajetória. O Mentor não manda, sugere. Ele orienta, guia, mostra o caminho e as opções possíveis, deixando o mentorado fazer a escolha que julgar ser a melhor opção. Entretanto, esse não é o único processo que está envolvido na relação de Mentoria.

Apesar de termos um papel fundamental na eleição de nossos mentores, cabe a ele – O MENTOR – a decisão final de considerar o nosso potencial e apostar em nossa trajetória. O mentor tem a perícia de descobrir talentos, para que este seja seu aprendiz e com ele cuidar com extrema profundidade dos crescimentos pessoal e profissional.

Ter um mentor é um privilégio, pois é resultado de uma excelente conquista pessoal. Agora, ter vários mentores é uma enorme responsabilidade, pois exige que você também considere a missão de transformar-se em mentor algum dia.

Feche os olhos e pense em uma pessoa que de alguma forma tocou sua vida e fez você mudar de direção.

Achou um? Achou vários? Que ótimo! Contudo, deixo uma pergunta:


Será que algum dia, ao fechar os olhos, alguém lembrará de você? 



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* Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y e Z, desenvolvimento de Jovens Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 35 mil profissionais em empresas como Vale do Rio DocePetrobrasGerdau,Santander, TAM, Unimed entre outras.

Formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros sobre Liderança e Administração. É  sócio-fundador da Kantu Educação Executiva, Vice-presidente do Instituto Atlantis de preservação ambiental  e membro do conselho de administração da Creditem Cartões de Crédito e do Fórum de Líderes Empresariais.

É também colunista com artigos publicados nos portais Exame.comCatho OnlineClick Carreira e Café Brasil.


http://www.sidneioliveira.com.br/samba/

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Liderança e Desempenho: dar e receber [Eugênio Mussak]


Dar e receber

O dramaturgo irlandês George Bernard Shaw ganhou dois prêmios invejáveis para um escritor. O Nobel de Literatura em 1925, pelo conjunto de sua obra, e o Oscar em 1938, pela adaptação ao cinema de uma de suas obras, Pigmalião. O título do livro é inspirado no escultor grego Pigmalião, que produziu uma escultura de mulher tão perfeita que se apaixonou por ela. O filme, no entanto, recebeu o nome de My Fair Lady, foi interpretado por Rex Harrison e Audrey Hepburn e fez muito sucesso. Até hoje o teatro repete o espetáculo, inclusive no Brasil, onde atualmente há uma montagem em São Paulo.

É a história de um professor de fonética, o esnobe Henry Higgins, que aposta com seu amigo, o coronel Pickering, que é capaz de ensinar qualquer pessoa a falar bem e ter um comportamento de nobre. Para provar sua teoria e demonstrar seu poder, escolhe uma pobre moça que vendia flores no centro de Londres, Eliza Doolittle. A jovem, atraída pelo glamour da alta sociedade, aceita o desafio e muda-se para a casa do professor, onde tem início uma exaustiva transformação. Aulas de dicção, de entonação, de postura, de cultura são seguidas de broncas e até ameaças.

A prova final da aluna-plebéia-quetinha-que-virar-dama deu-se na festa de uma embaixada. Eliza encanta a todos com sua graça, sua classe e beleza. Higgins ganhara a aposta! De volta para casa, o professor comemora com o coronel, que o felicita. Ele está exultante, abre uma garrafa especial de vinho e propõe um brinde louvando sua qualidade de mestre transformador.

Nada de errado nessa comemoração, não fosse por um fato: Eliza foi totalmente ignorada, como se a ela não coubesse nem uma mísera parte do sucesso alcançado naquela noite. A graciosa menina, que àquela altura já tinha caído de amores por seu benfeitor, sofre imensamente com a decepção e resolve ir embora, voltar à sua vida, retomar sua banca de flores, ser de novo quem ela realmente era. A falta de feedback matou o mérito do professor Higgins.

É claro que o final é feliz, pois Higgins também estava apaixonado por Eliza e termina por reconhecer seu erro, procura a protegida, valida seu esforço e a pede em casamento. Para ele não foi fácil, pois o esnobe Henry Higgins não estava acostumado a dar, só a receber elogios. A sorte foi que seu amor pela aluna superou seu amor-próprio.

Há muitos Higgins no mundo. Pessoas acostumadas a louvar seus méritos e desinteressadas em validar o outro. Validar é uma palavra mágica. Significa “ajudar alguém a reconhecer seu próprio valor”, e é disso que estamos falando aqui. Do fato de que as pessoas têm o direito de saber quais comportamentos são apreciados e quais são indesejados pelos que convivem com elas. E como fazer isso sem o saudável hábito do feedback?

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Eugênio Mussak é educador há mais de 40 anos, escritor e presidente da Consultoria Sapiens Sapiens. Formado em Medicina na UFPR, com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. Atualmente é Diretor Científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos Conarh). É autor de vários livros, colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril e comentarista da Rádio Estadão ESPN.

Texto elaborado para o curso "Meritocracia e Gestão de Desempenho - e-learning", integrante do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Liderança e Desempenho: o valor do feedback [Eugênio Mussak]


O valor do feedback

Silva, gerente de departamento de uma grande empresa, está com dois problemas: deve demitir um funcionário que não está rendendo o suficiente e deve tentar reter outro, excelente, que pediu desligamento.

Ao primeiro, ele diz: “João, você está conosco há 12 meses, mas até agora não mostrou a competência que esperávamos de você. Por isso a empresa está dispensando seus serviços. Lamento”. E ouviu de resposta: “Mas, chefe, há um ano que estou fazendo a mesma coisa e ninguém nunca me orientou que deveria fazer diferente. Por que vocês não me alertaram antes?”

Ao segundo, pede: “Carlos, gostaria que você reconsiderasse sua saída da empresa. Você está conosco há dois anos, estamos muito satisfeitos com você e estamos pensando, inclusive, em promovê-lo. Por que você quer sair?” E foi obrigado a escutar: “Porque recebi uma proposta melhor de outra empresa que ouviu falar de mim e ficou interessada. Eu até achei que não faria falta por aqui, pois nunca senti que meu trabalho fosse valorizado”.

São duas situações fictícias, mas com fortes componentes de realidade. Coisas parecidas acontecem todos os dias. João está sendo dispensado e Carlos está querendo sair exatamente pelo mesmo motivo: não receberam feedback do chefe enquanto trabalhavam na empresa. Silva precisa urgentemente rever seus conceitos de gestão de pessoas e, provavelmente, de relacionamento humano. Se pudéssemos perguntar para sua mulher, ela provavelmente também se queixaria de que o marido não reage às suas manifestações de carinho, e parece não se importar quando ela está fria e distante. Para ele tanto faz. Ele não sabe que, em qualquer situação, no trabalho ou nas relações pessoais, dar feedback é uma manifestação de respeito e de afeto. E é, antes de tudo, uma demonstração de inteligência interpessoal.

Traduzindo literalmente, feedback significa retroalimentar, ou seja, alimentar de volta, devolver a uma fonte qualquer que emite um estímulo parte do resultado desse estímulo. Isso serve para manter o sistema em funcionamento. Uma boa maneira de entender isso é conhecer um princípio simples do funcionamento do corpo humano. Nele, todas as glândulas endócrinas, produtoras de hormônios, são estimuladas permanentemente por uma “glândula mãe”, anexa ao cérebro, chamada hipófise. Ela produz, por exemplo, TSH, ou hormônio estimulante da tireóide. Sua função? Ora, estimular a tireóide, glândula que temos no pescoço, a produzir seu próprio hormônio, a tiroxina, que, por sua vez, é fundamental para manter o corpo em atividade metabólica, gerando energia e funcionando bem.

Como todos os hormônios são jogados na corrente sanguínea, a hipófise fica sabendo se a tireóide fez seu trabalho. Senão, manda mais uma carguinha de estímulo. Quando percebe que a outra funciona bem, diminui a produção do hormônio que a estimula. A esse sistema de controle permanente damos o nome de “mecanismo de retroalimentação” ou, simplesmente, feedback. Sem ele, o sistema endócrino, fundamental para garantir o funcionamento saudável do corpo humano, simplesmente não conseguiria exercer seus vários papéis. Ora, os grupos de pessoas funcionam como organismos. Suas partes devem se comunicar com qualidade, senão o grupo padece, adoece e morre ­ tende a se dissolver. E isso vale para empresas, amizades, namoros, casamentos.

Os educadores modernos condenam as escolas que se baseiam apenas no princípio do estímulo-resposta para ensinar a seus alunos as disciplinas do currículo e os comportamentos desejados pela sociedade. É necessário mais que isso. Precisamos desenvolver espírito crítico, capacidade de pensar, senso de valor. É verdade, mas mesmo esses educadores não desdenham os efeitos do reforço positivo. Trata-se do uso pedagógico do feedback.

Lembro-me de inúmeros casos que marcaram minha carreira de professor. Quando lecionava para o ensino médio, em quase todas as turmas encontrava um aluno que merecia mais atenção. Lembro-me de um em particular, o Leandro. Ele tinha um comportamento que irritava a todos; professores, funcionários e os próprios colegas. Era inquieto, desatento e desafiador. Eu já entrava naquela sala preparando-me para aborrecimentos. Com certeza ele aprontaria alguma que me obrigaria a dar mais uma lição de moral ou até a retirá-lo da sala. Só que um dia aconteceu algo diferente. Sem razão aparente, naquela aula ele teve um comportamento exemplar. Sentou na fileira da frente, prestou atenção na aula, fez perguntas pertinentes e até juntou, elegantemente, o caderno que uma colega havia deixado cair.

É possível que esse comportamento, para ele atípico, tivesse a ver com a matéria do dia, pois estávamos estudando ciclos ovulatórios, período fértil, assuntos que despertam o interesse dos jovens. Mas o que importa é que eu não perdi a oportunidade. Pedi ao Leandro que ficasse em sala no fim da aula, o que ele interpretou como sendo mais uma repreensão. Quando ficamos sós, olhei bem nos seus olhos, criei um suspense que durou alguns segundos e depois sorri, estendi-lhe a mão e elogiei seu comportamento durante a aula. De assustado ele se transformou em animado, e passamos a conversar sobre o tema da aula, sobre minhas experiências de vida e sobre as expectativas dele para o futuro. O resultado foi o início de uma profunda mudança de atitude do aluno-problema. O santo remédio foi o feedback dado no momento certo.

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Eugênio Mussak é educador há mais de 40 anos, escritor e presidente da Consultoria Sapiens Sapiens. Formado em Medicina na UFPR, com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. Atualmente é Diretor Científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos Conarh). É autor de vários livros, colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril e comentarista da Rádio Estadão ESPN.

Texto elaborado para o curso "Meritocracia e Gestão de Desempenho - e-learning", integrante do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Liderança e Desempenho [Eugênio Mussak]



Deu no The Economist: “As escolas de negócios deveriam rever seus currículos. Quando descobrimos que a maior parte dos executivos que protagonizaram a crise de 2009 eram oriundos das principais Business Schools do mundo, percebemos que alguma coisa está errada, muito errada. Se elas ensinassem história a seus alunos, por exemplo, estes evitariam os erros já cometidos anteriormente”.

De fato, nos últimos 50 anos houve mais de uma centena de crises no sistema financeiro (nenhuma tão grave, claro), e todas tiveram origens parecidas. Conhecer os erros e os acertos de quem veio antes de nós é, no mínimo, uma forma de ajuda aos processos de tomada de decisão. Mas pouca gente se interessa por história. Pena.

E seria fácil. Faça o seguinte: pegue um livro de história universal do colégio de seu filho e dê uma olhada. Ou compre uma das publicações do Laurentino Gomes sobre história do Brasil e delicie-se com os fatos da vinda da família real em 1808 e da independência em 1822.

Em qualquer dos casos você vai verificar o seguinte: primeiro, que estudar história é estudar os movimentos de mudança da humanidade, como as conquistas, os descobrimentos, as crises e as invenções. Segundo que não nos debruçamos sobre esses fatos sem verificar quem foram seus protagonistas, aqueles que estiveram à frente dessas mudanças, as promoveram ou, de alguma forma, influenciaram os fatos. Esses foram os líderes. E não importa se eram reis, generais, comandantes ou simples homens e mulheres do povo. Lideres são os que promovem mudanças. Ou, pelo menos, lidam com elas.

Sim, para gerir as mudanças cada vez mais frequentes e profundas, e seus casos especiais, como as crises e os grandes desafios da atualidade, são necessários lideres bem preparados, dotados de visão sistêmica, competência estratégica, poder de decisão e, acima de tudo, resiliência.

É bem sabido que os líderes mais apropriados aos tempos de guerra são diferentes daqueles que administram a paz. Churchill, por exemplo, não foi reconduzido ao primeiro gabinete depois da Segunda Guerra Mundial. O homem que havia livrado o mundo da tirania simplesmente não era a pessoa mais indicada para a reconstrução. Agora seria necessário um líder com perfil de gestor, um empreendedor, e não um guerreiro. O escolhido foi o conciliador Clement Attlee, mas Winston Churchill voltou em 1951 para controlar o declínio econômico do império – uma nova batalha.

OK, e que tipo de líderes estamos precisando em nossas empresas? Afinal estamos paz ou em guerra? Bem, depende do ponto de vista. Em termos absolutos,  vivemos tempos de paz, felizmente. Pelo menos não há nenhuma guerra em nosso quintal, e esperamos que assim continue, por muito tempo.

Mas, em termos relativos, considerando as disputas de território de um mercado globalizado, os solavancos da economia europeia, a força dos emergentes, o acirramento da competitividade, não dá pra dizer que não estamos em um certo “estado de guerra”. Revisão de cenários, estratégia de conquista, logística, comunicação, capacitação do time. Tudo isso é necessário para, às vezes, ganhar alguns metros de território. Que tempos são esses, em que a paz exige operações de guerra?

O autor do artigo da revista inglesa tem razão. É hora de revermos a maneira como estamos produzindo os líderes que irão construir o futuro. Para estes, competências funcionais são apenas um detalhe. Fundamental, mas não mais do que uma parcela de sua formação, que atualmente exige a compreensão da evolução social, o entendimento das variáveis econômicas, as características comportamentais das novas gerações, as exigências crescentes do mercado e assim por diante.

Conhecer história, como ele sugere, é apenas parte do processo. Mais do que conhecer história é necessária a disposição para participar de sua construção. Há quatro séculos o Padre Antônio Vieira disse: “Contar a história do passado é fácil. Quero ver é você contar a história do futuro, do que ainda está por vir. Quando fazemos isso estamos mostrando nossa disposição para sermos como deuses”.

Sem o exagero semântico do padre filósofo poderíamos dizer, sem medo de errar, que os novos líderes gostam, sim, de brincar de seres capazes de ver o que os demais não veem. E não vai nisso nenhuma arrogância nem prepotência, e nem sequer é uma competência especialíssima. Trata-se apenas de uma qualidade dos líderes que se forjam e agem em tempos especiais, os tempos de grandes mudanças, como o que estamos vivendo nestes dias.

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Eugênio Mussak é educador há mais de 40 anos, escritor e presidente da Consultoria Sapiens Sapiens. Formado em Medicina na UFPR, com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. Atualmente é Diretor Científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos Conarh). É autor de vários livros, colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril e comentarista da Rádio Estadão ESPN.

Texto elaborado para o curso "Meritocracia e Gestão de Desempenho - e-learning", integrante do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Inscrições: 1º Congresso sobre Gestão de Pessoas no Setor Público Paulista



Reserve sua agenda:
27 de novembro de 2012
08h00 às 17h30

A quem se destina
Gestores de Pessoas e Profissionais de RH 
da Administração Direta e Autárquica do Estado de São Paulo


gestão de pessoas como política pública

A Administração Pública enfrenta grandes dificuldades de modernização das práticas de gestão de pessoas, que tende a concentrar-se mais no controle do cumprimento de regras, quando mais se precisa de uma gestão estratégica baseada em competência e desenvolvimento.


Os desafios são muitos:
  • Planejar estrategicamente e a longo prazo a gestão de recursos humanos, fundamentais na concepção, implantação e avaliação de políticas públicas.
  • Definir, buscar e desenvolver as competências técnicas e gerenciais que garantam o fortalecimento do serviço público.
  • Planejar carreiras de forma a estimular o desenvolvimento contínuo de competências.
  • Reforçar a capacidade e a inserção das unidades de recursos humanos no apoio à implantação de programas e projetos estratégicos.
  • Estimular a avaliação dos serviços públicos, associada ao alcance de metas e resultados de unidades, programas ou projetos.

A Unidade Central de Recursos Humanos da Secretaria de Gestão Pública organiza este ano, no âmbito do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH 2012, o 1° Congresso sobre Gestão de Pessoas no Setor Público Paulista , para refletir sobre práticas de gestão de pessoas e as possibilidades de melhoria no seu planejamento, integração e inovação.


Inscrições:
http://www.fundacaofia.com.br/cadastrofia/?idcurso=1332&idturma=3386
Serão disponibilizadas 600 vagas para o congresso. As inscrições serão validadas pela coordenação do evento.



Local:   Centro de Convenções Rebouças
Av. Dr Enéas Carvalho Aguiar, 23 - São Paulo
Próximo à Estação de Metrô Clínicas

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Curso: Gestão de Recursos Humanos na Administração Pública Paulista


Reserve sua agenda:
de 6 de novembro a 7 de dezembro de 2012.
 
A quem se destina
Gestores de Recursos Humanos da Administração Pública Paulista
 
          Módulos

  • Gestão Estratégica de Pessoas e o Papel do Gestor de RH
  • Gestão de Recursos Humanos Baseada no Conceito de Competências 
  • Direito Administrativo e Gestão de Pessoas
  • Gestão do Desempenho e de Resultados no Setor Público
  • Diferenças Individuais e Motivação Humana no Trabalho
  • Comportamento Humano e Gestão de Equipes
Carga horária: 24 horas
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fia



Inscrições serão realizadas pelos órgãos setoriais de recursos humanos daqueles que preencherem o perfil de público-alvo do curso.

Apenas 20 vagas por turma (2 turmas).

Veja o calendário das duas turmas deste curso (a partir de 6.11.2012).

Local:

FIA - Unidade Educacional Pinheiros    

Rua Navarro de Andrade, 152



Mapa: http://www.fia.com.br/ConhecaFIA/Institucional/UnidadesEducacionais/Paginas/MapaUEP.aspx




Curso: Gestão de Pessoas e Liderança no Setor Público Paulista



Reserve sua agenda:
de 6 de novembro a 6 de dezembro de 2012.
 
A quem se destina
Profissionais do setor público paulista em cargos de gestão
 
          Módulos

  • Gestão estratégica de pessoas
  • Gestão de Pessoas e as Implicações na Qualidade dos Serviços Públicos
  • Diferenças Individuais e Motivação Humana no Trabalho
  • Comportamento Humano e Gestão de Equipes
  • Liderança de Equipes
  • Direito Administrativo e Gestão de Pessoas
Carga horária: 24 horas
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fia

Inscrições serão realizadas pelos órgãos setoriais de recursos humanos daqueles que preencherem o perfil de público-alvo do curso.

Apenas 20 vagas por turma (2 turmas).

Veja o calendário das duas turmas deste curso (a partir de 6.11.2012).

Local:

FIA - Unidade Educacional Pinheiros    

Rua Navarro de Andrade, 152



Mapa: http://www.fia.com.br/ConhecaFIA/Institucional/UnidadesEducacionais/Paginas/MapaUEP.aspx


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sem ir por água abaixo




O líder que sabe inspirar ajuda a equipe a nadar contra a maré, a tirar proveito das situações de conflito e a superar obstáculos


Marina de Mazi*



Você e dois amigos descem um rio numa canoa a remo. Eis que a correnteza começa a ficar mais forte e a puxá-los para uma queda d'água, mesmo depois que vocês passam a remar no sentido contrário. Qual sua reação? Tenta remar ainda mais forte e de forma coordenada com os amigos, reza por um milagre ou amaldiçoa quem teve a ideia de fazer esse passeio?
Se você, com energia, estimula todos a lutar por um objetivo comum de forma coordenada, está exercendo o papel de um líder - ainda que ocasionalmente - e, provavelmente, alcançará o resultado desejado, ou seja, escapar da queda. Nada impede que você também reze ou resmungue enquanto reme, mas só sobreviverá se o grupo enfrentar a situação, em vez de cair no desânimo, na raiva ou numa esperançosa passividade. O que muda a situação é a ação motivada pela atitude de visualizar o resultado e mobilizar a equipe.


Superar obstáculos
Essa reflexão está relacionada ao que chamamos de resiliência. Embora seja um termo muito citado ultimamente, vale lembrar: segundo a física, é a propriedade de um material retomar sua forma original depois de deformado. Na nossa concepção, de management, significa superar obstáculos, com resultados satisfatórios e menor gasto de energia - como na psicologia -, porém nunca voltando à sua forma original, pois, se isso acontecer, significa que o sujeito não aprendeu com a dificuldade que enfrentou. Ou seja, é desejável que o formato original não permaneça. Em outras palavras, resiliência é a arte de transformar um problema em uma solução criativa e aprender com a experiência.
Uma das diferenças entre profissionais de sucesso e os que fracassam em seus objetivos é a forma de lidar com as adversidades. O sucesso liga-se diretamente à capacidade de enfrentar, processar e solucionar dificuldades que surgem inesperadamente na carreira ou na vida pessoal. Uma pessoa pode ser brilhante no que faz e até exercer controle sobre suas emoções, mas se não tiver resiliência para enfrentar a frustração, os "nãos" e as broncas, os cortes de orçamento, as reclamações dos clientes, os conflitos, a demissão, as exigências dos acionistas e tantos outros obstáculos que fazem parte da vida, certamente terá menos chances de conseguir bons resultados.
Se, nessa mesma situação, o indivíduo ainda continua entusiasmado e focado nos resultados, mesmo com a consciência e a dor dos momentos difíceis, isso sim é que diferencia os profissionais de sucesso: uma grande competência de lidar com as adversidades. Quando trabalhamos com processos de transformação cultural, líderes e equipes se envolvem e se comprometem com as mudanças necessárias. Entretanto, mudar dá trabalho e exige ação. Como na história do barco, observamos os três tipos de pessoas nas organizações. O primeiro é aquele que se contenta com os primeiros resultados, mas desiste na primeira dificuldade.
O segundo é aquele que, ao vislumbrar o processo todo, nem dá o primeiro passo, fica reclamando e justificando, e precisa ser levado pelos outros. E aquele que rema, continua, apesar ou por causa dos obstáculos. Influenciamos e somos também influenciados pelo nível de resiliência das pessoas que nos rodeiam. Sem percebermos, nossa motivação vai crescendo ou é minada de acordo com o ambiente em que estamos. Não por acaso, o papel do líder é definidor. Além de inspirar a equipe com seus sonhos e sua visão de futuro, precisa estar energizado e entusiasmar as pessoas à sua volta. Ou seja, deve ser resiliente e acreditar que é possível ir mais longe - e motivar sua equipe para continuar em frente.
Pesquisa conduzida por nossa consultoria em conjunto com um grupo da Universidade de Wharton (EUA) revela que é mais comum encontrarmos entre os grandes líderes aqueles que enfrentaram dificuldades na juventude e infância do que os que tiveram uma trajetória mais fácil. E entenda-se como dificuldade não apenas as restrições materiais ou afetivas: aprender a lidar com os desafios, com a frustração e a valorizar a persistência e o esforço para a realização dos seus sonhos também é um caminho para desenvolver a resiliência e a maturidade.


Saber lidar com desafios
Isso serve para os executivos, pais e mães, que pensam ser sua obrigação cuidar sempre dos filhos - inclusive já adultos -, minimizando os obstáculos que enfrentam e proporcionando-lhes o máximo de proteção e conforto. Isso pode dificultar que os filhos criem suas próprias defesas, desenvolvam a sua competência de lidar com a adversidade e que sejam os proprietários das suas próprias escolhas.
A competência em lidar com a adversidade está relacionada à forma como percebemos e lidamos com desafios. Pessoas com um adequado senso de controle emocional apresentam melhores condições de desenvolvê-la. Elas não culpam os outros pelas situações adversas e partem para uma solução. Não encaram contratempos com a irritação que paralisa, muito menos com desânimo. Acreditam que problemas ocorrem por força das circunstâncias, e, mesmo que estes tenham origem em suas próprias falhas, não ficam prostrados remoendo suas deficiências, fazendo-se de vítimas ou lamentando seu destino. Enfim, pessoas que desenvolveram ao longo da vida essa competência vêem as dificuldades como limitadas na profundidade e duração ("Isso também passará"), o que abre possibilidades para agir mais rapidamente e com eficácia. Em síntese, elas não ignoram o problema, mas também não ficam retidas nele.
E você, que tipo de líder é ou tem em sua equipe? Está motivado ou motivando as pessoas a irem o mais longe possível? Acha que é melhor manter a zona de conforto e não instaurar uma pressão que às vezes é desconcertante? Ou pensa que você já fez o que pode e agora só resta esperar que os outros resolvam tudo? A escolha é sua!
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* Marina de Mazi é psicóloga e consultora da Betania Tanure Associados



Artigo gentilmente cedido pela Revista Melhor - Gestão de Pessoas, publicação da ABRH-Nacional.

terça-feira, 17 de abril de 2012

As verdadeiras lições de liderança de Steve Jobs


Sua saga é o mito da criação empreendedora em sua máxima expressão: Steve Jobs ajudou a fundar a Apple na garagem dos pais em 1976, foi expulso da empresa em 1985, voltou para resgatá-la das portas da falência em 1997 e, no momento de sua morte, em outubro de 2011, a convertera na empresa de maior valor do mundo. No processo, ajudou a transformar sete setores: computação, animação no cinema, música, telefonia celular, tablets, varejo e publicação digital. Jobs pertence, portanto, ao panteão dos grandes inovadores americanos, ao lado de Thomas Edison, Henry Ford e Walt Disney. Embora nenhum deles tenha sido um santo, quando sua personalidade há muito já tiver caído no olvido a história ainda vai lembrar de como aplicaram a imaginação à tecnologia e à atividade empresarial.
Desde que minha biografia de Jobs foi lançada, meses atrás, uma série de gente vem tentando tirar lições de gestão dessa saga. Alguns tiveram boas sacadas, mas creio que muitos (sobretudo aqueles sem nenhuma experiência empreendedora) se aferram demais aos aspectos mais brutos do caráter de Jobs. A essência de Jobs, a meu ver, é que sua personalidade era indissociável da maneira como tocava a empresa. Jobs agia como se as regras normais não valessem para ele, e a paixão, a intensidade e a emotividade extrema que exibia no dia a dia eram coisas que também injetava nos produtos que criava. Não havia como separar sua petulância e impaciência de seu perfeccionismo.
Uma das últimas vezes em que o vi, quando já havia terminado de escrever o grosso da biografia, voltei a perguntar sobre sua tendência a ser duro com os outros. “Veja o resultado”, respondeu Jobs. “Trabalho com gente inteligente, que poderia muito bem conseguir uma bela posição em outro lugar, se realmente estivesse se sentindo maltratada. Mas não.” Depois de uma pausa de alguns instantes, acrescentou, com certa melancolia na voz: “E fizemos um punhado de coisas maravilhosas”. É verdade. Jobs e a Apple tiveram, na última década, uma sequência de sucessos superior à de qualquer outra empresa inovadora dos tempos modernos: iMac, iPod, iPod nano, iTunes Store, Apple Stores, MacBook, iPhone, iPad, App Store, OS X Lion — e isso sem contar todos os filmes da Pixar. Enquanto lutava contra o mal que o mataria, Jobs esteve cercado de um grupo intensamente fiel de colegas que durante anos foram inspirados por ele — e por uma esposa, uma irmã e quatro filhos que o amavam muito.
Creio, portanto, que para entender as verdadeiras lições de Steve Jobs é preciso olhar para aquilo que o homem realizou. Certa vez, perguntei a ele qual era, na sua opinião, a coisa mais importante que tinha criado — crente que iria responder o iPad ou o Macintosh. Mas não. Jobs disse que era a Apple, a empresa. Criar uma empresa duradoura, disse ele, era a um só tempo muito mais difícil e muito mais importante do que criar um belo produto. E como conseguiu? Daqui a um século, escolas de negócios ainda estarão às voltas com essa pergunta. Eis o que considero os segredos de seu sucesso.
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Artigo gentilmente cedido pela Revista Harvard Business Review Brasil (http://www.hbrbr.com.br).

Walter Isaacson é presidente do Aspen Institute, autor de Steve Jobs e de biografias de Henry Kissinger, Benjamin Franklin e Albert Einstein.



sábado, 31 de março de 2012

Liderança e Desempenho



Este curso faz parte do Programa de Aperfeiçoamento de Pessoal em gestão de Pessoas e Recursos Humanos - PAP-RH, criado pela Unidade Central de Recursos Humanos, da Secretaria de Gestão Pública, e instituído pela Resolução SGP nº 35, de 09.12.2010.

Esta aula faz parte do Módulo 5 - Liderança e Desempenho, do curso Meritocracia e Gestão de Desempenho", ministrada em 14.03.2012.
::Ementa::

A importância das lideranças no processo de alavancar o desempenho das equipes. As formas de interação e a responsabilidade do líder, em acompanhar o desenvolvimento dos seus pares, avaliando e fornecendo feedback diário aos liderados. O papel das lideranças nos processos e momentos de mudanças organizacionais, especificamente no que se refere a programas de avaliação de desempenho.
  • As responsabilidades de liderar equipes
  • A liderança como promotora do desenvolvimento do colaborador
  • Estilos de liderança: como trabalhar com lideranças com diferentes perfis
  • Como Identificar o seu perfil de liderança e como isto afeta sua equipe
  • Líder, equipe e avaliação
  • Avaliação, feedback e desenvolvimento
  • O papel das lideranças como orientadores nas mudanças organizacionais

Docentes: Eugênio Mussak

Educador há mais de 40 anos, escritor e presidente da Consultoria Sapiens Sapiens. Formado em Medicina na UFPR, com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. Atualmente é Diretor Científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos Conarh). É autor de vários livros, colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril e comentarista da Rádio Estadão ESPN.